terça-feira, 11 de outubro de 2016

Vento amigo

Vento amigo que zumbe em meu ouvido
Quebra o silêncio no sacudir das árvores
Quebra o som no movimento do mar
Intensidade que em redemoinho 
Cria formas da areia inquieta.

Vento amigo leva além meu pedido
Faz os seres da plenitude ouvir minhas dores
Quanto há pra te dizer do amar
Até mesmo dos entretantos dos meus estalidos
Diria, quem sabe, de mim, euforia rouca

Vento amigo, tira a quietude de minha voz
Que não está perdida na foz de minha guela
Que quer gritar para falar, porque não, de mim
Que sabe que do teu ecoar, os grunhidos de meu falar
Ficam mudos na vastidão do teu ensurdecido girar

Vento amigo, tu me renovas
Vento amigo, tu me relaxas
Vento amigo, tu me acalmas
Vento amigo, tu me salvas de mim
Vento amigo, só tu pra me calar.


Fernando Oliveira - 11.10.2016

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